Amor antigo
O amor antigo vive de si mesmo
Não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
Mas do destino vão negar a sentença.
O amor antigo tem raízes fundas,
Feitas de sofrimento e beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
E por estas suplanta a natureza.
Se em toda parte o tempo desmorona
Aquilo que foi grande e deslumbrante,
O antigo amor, porém, nunca fenece
E a cada dia surge mais amante.
Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
E resplandece no seu canto obscuro,
Tanto mais velho quanto mais amor.
Carlos Drummond de Andrade
Mensagens de Amor
Felicidade de Amar by Dia dos Namorados on May 20th, 2008
Amar pode ser uma forma de ser feliz!
Como definir o amor?
Não a definição!
O amor não se pode explica-lo e sim vive-lo.
Ah Este Amor! by Dia dos Namorados on May 20th, 2008
De onde vem essa força que
me prende a seus olhos?
Para onde vão esses prantos
que por você eu choro?
Que fazer para obtê-lo por um momento?
Como fazer para tirar sua imagem doce do meu pensamento?
Como perder-me por um instante
em seus cabelos?
Como fazer você responder
aos meus apelos?
Meus olhos cantam uma
canção de amor por ti,
canção que nem no mar jamais ouvi.
Escrevo teu Nome by Mensagens de Amor on February 16th, 2009
Nos meus cadernos de escola
Na minha mesa e nas àrvores
Na areia e na neve
Escrevo teu nome
Em cada página lida
Em cada página em branco
Pedra, sangue, papel ou cinza
Escrevo teu nome
Nas imagens douradas
Nas armaduras dos guerreiros
Na coroa dos reis
Escrevo teu nome
Na floresta e no deserto
Nos ninhos e nas ciestas
Nas lembranças da minha infância
Escrevo teu nome
Nas maravilhas das noites
No pão branco da alvorada
Nas estações enlaçadas
Escrevo teu nome
Nos meus retalhos de azul
No charco que é sol mofado
No lago que é lua viva
Escrevo teu nome
Nos campos e no horizonte
Nas asas dos passarinhos
No moinho das sombras
Escrevo teu nome
Em cada sopro de aurora
Na àgua do mar em cada navio
Na montanha desvairada
Escrevo teu nome
Na espuma das nuvens
No suor das tempestades
Na chuva espessa e enfadonha
Escrevo teu nome
Nas formas resplandecentes
No carrilhão das cores
Na simples verdade concreta
Escrevo teu nome
Nos atalhos revelados
Nos caminhos desdobrados
Nas praças transbordantes
Escrevo teu nome
Em cada luz que se acende
Em cada luz que se apaga
Nas minha coisas reunidas
Escrevo teu nome
No pomo partido ao meio
De meu espelho e meu quarto
No meu leito concha vazia
Escrevo teu nome
No meu cão faminto e meigo
Nas suas orelhas atentas
Na sua pata canhestra
Escrevo teu nome
Na soleira da minha porta
Nas coisas da minha casa
Nas ondas do fogo sagrado
Escrevo teu nome
Em toda carne possuída
Na fronte de meus amigos
Em cada mão estendida
Escrevo teu nome
Na vidraça das surpresas
Nos lábios esperançosos
Muito acima do silêncio
Escrevo teu nome
Nos meus refúgios destruídos
Nos meus faróis destroçados
Nas paredes do meu tédio
Escrevo teu nome
Na ausência sem mais desejos
Na solidão toda nua
Em cada degrau da morte
Escrevo teu nome
Na saúde que voltou
No perigo que passou
Na esperança sem saudade
Escrevo teu nome
E ao poder de uma palavra
Reconheço a minha vida
Nasci para te conhecer
E para te amar Liberdade
Autor: Paul Éluard.
Só Você by Dia dos Namorados on May 20th, 2008
De todos que me amaram
De todos que me abraçaram
Já não me lembro nem sei foram tantos os que me amaram
Foram tantos os que eu amei!
Mas tu que rude contraste.
Amar é by Dia dos Namorados on May 20th, 2008
Sentir no corpo o calor do abraço,
nos lábios o gosto de um beijo e no peito a felicidade.
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